Simplicidade

(...) Acabei por cair num profundo oceano sem fim (...) Estive demasiado ocupada em tentar compreender certas ingenuidades de certos pensamentos. De facto, existem mentes demasiado sofisticadas e ágeis para poder apreciar e compreender a simplicidade. Não é por ser maior, que vai ser melhor. Ou por ser menor, que vai ser pior. Entre o grande e o pequeno, há o médio. O meio termo. Uma posição na qual se encaixam diversas realidades. Se temos a capacidade de ter 1, para quê ter 2 ou 3? Para ter mais que os outros? Para ser melhor? Para quê isso tudo, se para sermos felizes, nos basta ter a unidade?!
Há momentos na vida em que nós paramos, pensamos e percebemos o essencial, não para agradar os outros, mas sim para nos agradar a nós. Nem sempre o que os outros dizem, fazem ou pensam, é aquilo que nós temos de dizer, fazer ou pensar. Nem sempre o que os outros mostram ser perante a vida, é aquilo que nós temos de ser perante nós mesmos. 
Há uns tempos atrás comecei a perceber o verdadeiro significado da vida, a compreender o essencial e o importante. O importante é sermos nós próprios, e o essencial é termos aquilo que realmente precisamos. Atrás disto, está a simplicidade.

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