Caminhos


Dou por mim caída numa imensidão de percursos que criei. Um caminho que fui desenhando e que não pode ser apagado. Percorro o meu caminho, a cada dia que passa, e à minha frente vão surgindo obstáculos como se fossem folhas que caem das árvores no Outono. Por vezes encontro um tipo de "raios" que me iluminam o caminho. Mas não era a primeira vez se acordasse na escuridão de uma trovoada. Neste percurso que fui caminhando, fui encontrando subidas e descidas que me tentam deitar abaixo. Olho para a frente e não vejo um fim, mas ao olhar para trás, reparo que ninguém esperou por mim. Já me disseram "segue o teu caminho, mas por mais que o construas não te esqueças que ele é incerto". Já caí e também já me levantei. Já esperei, e o que quis, eu alcancei. Já senti o barulho do vento no silêncio da noite. Já cresci, já me magoei. (...)

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